STATUS

terça-feira, 1 de julho de 2014

É MUITO POUCO PARA SER TANTO






Descontentamento
Contente descontado
Desconto que tenta a mente.
Tamanha desordem
Ordem bagunçada
Oh vida, uma cilada
Um beco
Uma saída
Um meio estranho de supor
Um livramento
A livre forma de fugir
Simples maneira de existir
Ou extinguir
Ou mesmo sucumbir.
É muito nome igual
Para gente tão diferente.
É muita coincidência
Pra tão pouca semelhança.
É muito contentamento
Para um mundo decadente...



SIMONE ROCHA

segunda-feira, 23 de junho de 2014

UM OVO... AZUL!




No universo paralelo
Onde quem pensa, se esconde
Onde os princípios
E verdades deturpadas
Estão concomitantes engajadas.
Nesse mundo de faz de contas
Onde as contas não aparecem
Cujas cores prevalecem
Azul, laranja ou marfim
Enfim, chegam ao fim.
O mundo do avesso,
Oposto ou paradoxo.
Com Lucas, Luke
Ou quem quer que pense
Quem quer que seja
Quem quer que sonhe
Quem quer que veja
Nas águas intocadas do inimaginável
Descansa o ovo azul da existência
O ovo ou... os azuis?
Nem sempre criamos os monstros
Às vezes eles existem
Nós, apenas, coexistimos.
Bem...
E, qualquer que seja o princípio,
O importante é lembrar do ovo
E que ele é azul.


SIMONE ROCHA


quarta-feira, 18 de junho de 2014

SENHOR, NÃO SOU DOUTOR



_Formado?
Senhor, não sou doutor
E meu diploma é a pena
Que liberta.
_Letrado?
Senhor, eu sou errante
Não sou discreto,
Sou passante.
Sou feliz,
Um amargurado contente
Criticando e enaltecendo seu diploma.
Senhor, não sou doutor.
_Filósofo?
Senhor, nem pensador.
Não vivo de pensar,
Sou poeta,
Penso para viver.



 ...Seu diploma, minha pena. Nem um, nem outro diz quem somos (mas minha pena , ah, a minha pena... não fala, mas tudo sabe).

SIMONE ROCHA

VASTO





Vasto olhar de nossas vidas
Vastos são os vastos campos
Vastos campos de cruz, coroas
E lápides.
Vastas são as sementes plantadas
E poucas as flores colhidas.
Vasto meio em que vivemos
Inteiramente perdido no
Vasto espaço do escárnio.
Prudente, maldiz, criticando
Ambiguamente.
Vasto infinito,
O eterno, um conflito.
Vastamente, por todo lado,
Ilusão, iludido, enganado.
Vastas são as palavras ditas
Vastas são nossas letras escritas
Vastas são nossas vidas contadas
Reduzidas ao pó, vastamente engendradas.






SIMONE ROCHA

segunda-feira, 16 de junho de 2014

REINVENTAR




Dê-me um beijo
Diz o antiquado
Do amante e do comprometido
E do jovem destemido
Contrariando a estética
Entrando com a licença poética
Diz, então, enamorados
Parnasianos, românticos  e impressionistas
Todos os que, com a alma, amam
Dizem todos os dias
Deixa disso, ó perfeição, rimas métricas,
Exatidão
Despido de pudor
Me dá logo um beijo.






SIMONE ROCHA

quinta-feira, 12 de junho de 2014

INSPIRAÇÃO DA MINHA REALIDADE




De: Jaqueline P. Alvarenga
Para: Lucas Curcino

(FELIZ DIA DOS NAMORADOS)





Viveu-se a amizade
As brincadeiras,
Os abraços,
Os sorrisos
E mesmo as lágrimas.
Viveu-se o amor
E tornou-se promessa
Que hoje é saudade.
Restaram apenas resquícios de lembranças fugazes.
Da noite de chuva de pingos dourados
Refletindo o colorido das luzes da cidade.
Das tardes passadas,
Nos crepúsculos ao relento das praças e ruas
Acolher-me no brilho dos teus olhos.
Amar-te nos sorrisos,
Saudade...
Da rosa cor alegria,
Da hora esquecida,
Pois precisava ser vivida
E não podia ser medida em momentos reais.
Vontade de na vida viver
Sempre em teu abraço.
Realizar-se,
Converteu-se em verdade
Nos momentos simples e encantados.
Nossa felicidade escrita ficou
No tempo que passou
E se me perguntares se a lembrança dói
Ah! Eu direi
Que esses momentos são
A inspiração da minha realidade.





(Não sei se conseguiria contar as vezes que te disse: “Eu te amo. Meu amor. Minha vida. Minha paixão.” Quantas vezes já disse que você me faz superar os medos, que me faz sentir alguém?! Não havia nada que eu já não tenha dito. E foi buscando novas palavras para dizer que eu te amo que surgiu esta 'poesia'.  Espero que goste e que valha a intenção.)


JAQUELINE ALVARENGA



terça-feira, 10 de junho de 2014

DE PAI PRA FILHO




Indescritível, impressionante,
É lindo.
Como olhar para o céu estrelado
E desenhar seu rosto com traços entre o brilho lunar.
 De uma grandiosidade
Que não enxergo o fim sem me perder.
Estou descrevendo mais que um sentimento,
Algo que está além do que posso supor.
Não segui uma linha como grandes pensadores.
Comecei falando com um sentido e terminei em outro.
Não sou um poeta,
Nem doutor em letras.
O que descrevo e tento expressar
É meu amor por você,
MEU FILHO.
Te amo!


SIMONE ROCHA



sábado, 24 de maio de 2014

RUE DE LA PAIX PARTE II

OUBLÉ


_Mas tudo tende acabar um dia.
 Devemos aprender que tudo parte,
 Todos se vão ...
Amigos vão embora,
Não se lembram dos outros...

É absurdo que tenhamos feito tantas coisas
E agora esse vazio.

_O interessante é tentar guardar lembranças boas dos momentos.

Mas e se perdermos as memórias?
Pode cair no esquecimento.

_E a tristeza seria menos dolorosa?
Façamos o esforço de reter na memória mesmo que doa?
Não há fuga.

Gostaria que não tivesse acontecido.

_E não ter vivido momentos maravilhosos?

Mas o sentido se perdeu no instante que foi esquecido.

_Pode ser uma perda aparente.

Pode ser apenas a saudade falando.

_Se há saudades, não foi esquecido...
O que dói é achar que os outros nos esqueceram.




SIMONE ROCHA E VALDIR LOPES




quarta-feira, 21 de maio de 2014

LES MOTS




Mille fois le silence.
Mots silencieux
Mots non-dits
Mots oubliés
Mots dans le vent.
Mieux non sourire.
Sourires fermé
Sourires effacé
Sourires volés
Sourires sans grâce.
Le silence,
Les sourires,
La solitude,
Volage la vie.
Nouvelle façon d'interpréter
L'inconnu.



SIMONE ROCHA

segunda-feira, 19 de maio de 2014

IMAGINEZ LA VIE




La vie est belle?
Ou non est rien?
Quelle est en fait?
Non sais?
Imaginez.
Je imaginez.
Je rêve.
Je vive.
Parce que je suis
Quelqu'un qui pense.
imaginez la vie


SIMONE ROCHA

quinta-feira, 15 de maio de 2014

EU SOU





Eu canto pois sonho
Canto meus sonhos
Sonho minha música
E sou a própria composição.
Nas nuvens, desenho,
Ao pôr do sol
Declamo versos..
Você É todos os versos.
Também danço ao som da tua voz.
No balanço dos teus braços
Sou sua coreografia
Sou quem canta, dança e interpreta.
Posso ser seu sorriso e sua raiva
Mas nunca suas lágrimas.
Corro quilômetros na chuva,
Rodopio e salto para ti.
Posso ser poeta ou criança.
Sou a fé ou o fim de esperança.
Quem o beija ou estapeia,
Sua alma ou seu ombro consolador.
De todo o mundo, nada sou
Mas em todo nada
Sou eu quem te faz rir.
Sou eu quem aqui está
Por ti.


SIMONE ROCHA

sexta-feira, 2 de maio de 2014

VOULEZ QU'ELLE SE TERMINE


 



Só desejo que tudo se acabe.
Chega de tristeza, solidão, desesperanças.
Chega desse vazio,
Porei um fim a esse amor corrosivo.
A dor é mais presente
Que muitos amados meus.
Ela pode até me destruir
Mas não me deixa.
Não danço na chuva
Pois as gotas não me lavam,
Ao contrário,
Cada toque gélido perfura minha alma.
Como esperar que a antimatéria cicatrize?
Só desejo que finde o aperto no peito
Que meus olhos não brilhem
E que a música silencie perpetuamente
O som do meu coração.



SIMONE ROCHA



DESDE QUANDO?


 




Desde quando
Preciso dizer que te amo?
Deito-me e
 É você quem domina meus pensamentos.
Se acordo ofegante durante as noites
Com certeza sonhei com seus olhos,
Seu sorriso, seu “eu”.
Como se não fosse suficiente
Já acordo com meus pensamentos em ti.
Intrigante,
Desde quando
Preciso dizer que te amo?
Ultimamente me pego perdida em você.
Pensando em formas de estar por perto
Sem parecer forjado.
É quase uma necessidade.
Quero segurar suas mãos,
Desenhar seu rosto com a ponta dos dedos,
Descansar no teu colo
E pousar a cabeça em seu ombro
Sem preocupações.
Desde quando
Preciso dizer que te amo?
 Desde que não paro de pensar nisso.
Desde que não penso em outra coisa.
Desde que penso em te amar dia e noite
Sem nada em troca.
Desde que meus pensamentos são seus
Ainda que não sejam mais meus.
Desde quando
Preciso dizer que te amo?



SIMONE ROCHA

segunda-feira, 28 de abril de 2014

RUE DE LA PAIX




Então, depois de muitos anos.
Encontramo-nos e na verdade nunca estivemos perdidos
Você uma renomada escritora... eu um intelectual velho decaído
Olhamos as pessoas com pressa, passarem, enquanto tomamos café.
Seu francês parfait, seu riso grande,
Meu olhar desconfiando, minhas manchas na pele
Você pergunta:
Poète, voulez-vouz un café?
E eu, no meu inglês tímido digo...
O que você quiser
E nossa amizade é tão intrigante
Aos olhos dos passantes, ninguém entende duas almas
Sorridentes. Marcas expressas pelo tempo, na face
Em faces, indicando que aprendemos a sorrir em todos os momentos
Pois poetas sonham, sentem, criam e realizam...
Se não der certo, a vida se transforma.
Afinal, é o que fazem os poetas,
Transformam tudo

Em poesia.

Autoria de Dir Lopes e Simone Rocha

quarta-feira, 23 de abril de 2014

COMO SE FAZ?






Esse sentimento não se faz sentir,
Se faz doer, mas não se faz delir.
Se faz angustiante,
Se faz perdido,
Se faz amigo,
Se faz amante,
Se faz envolvido.
Não sei melhorar,
Esqueci como se faz.
Esqueci como se vive.
Vivo esquecendo.
Esqueci como sou boba,
Esqueci como brilhar,
Esqueci como assoviar.
O esquecimento se faz audível,
Se faz presente,
Se faz lembrar.


SIMONE ROCHA